Panorama climático da IMBR Agro aponta 100% de probabilidade de El Niño em sete trimestres consecutivos e indica maior risco de excesso de chuva no Sul e de tempo mais seco em partes do Norte, Nordeste e Matopiba.
A IMBR Agro divulgou, nesta semana, um novo Panorama Climático para avaliar os possíveis impactos do El Niño sobre a primavera e o verão brasileiros e, consequentemente, sobre a safra 2026/27. Elaborado a partir de dados oficiais da NOAA/CPC e de análises da própria empresa, o relatório cruza probabilidades do fenômeno, temperatura do Oceano Pacífico e projeções de chuva para identificar onde os sinais climáticos podem exigir maior atenção do agronegócio nos próximos meses.
Segundo o levantamento, as probabilidades oficiais do NOAA/CPC indicam 100% de chance de El Niño em sete trimestres consecutivos, entre julho, agosto e setembro de 2026 e janeiro, fevereiro e março de 2027. A probabilidade permanece elevada posteriormente, chegando a 97% no trimestre fevereiro, março e abril de 2027 e a 82% entre março, abril e maio. A La Niña aparece com probabilidade de 0% em todo o horizonte analisado.
Os mapas de temperatura do Oceano Pacífico também reforçam o cenário. Na região Niño 3.4, utilizada como referência para caracterização do fenômeno, o núcleo de aquecimento projetado supera 3 °C acima da média em parte do período analisado.
Para o Brasil, o relatório aponta comportamentos distintos entre as regiões. Entre 16 e 29 de setembro, a tendência de chuva acima do normal se concentra principalmente em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Já áreas do Norte apresentam sinal de chuva abaixo da média, com destaque para Roraima, Amapá e partes do Pará.
No horizonte sazonal, o histórico de anos de El Niño indica maior probabilidade de chuva acima da média no Sul, elevando o risco de excesso hídrico, enquanto Roraima, Amapá, Pará, Maranhão e Piauí tendem a enfrentar condições mais secas. No norte de Mato Grosso, Tocantins e oeste da Bahia, a primavera também apresenta tendência de menor precipitação.
Para Lucas Magro Koren, CEO e cofundador da IMBR Agro, o principal ponto é transformar os sinais climáticos em contexto para a tomada de decisão. “A inteligência artificial não elimina a incerteza do clima. O papel da tecnologia é ampliar nossa capacidade de obter, integrar, processar e atualizar dados continuamente, permitindo conhecer melhor a condição presente de cada região e apoiar decisões mais consistentes ao longo da safra.”
O panorama integra o trabalho da IMBR Agro em transformar grandes volumes de dados climáticos e agrícolas em informações aplicáveis ao planejamento de safra, gestão de risco, crédito e seguro rural.
Acesse o Panorama Climático Executivo.
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