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A IMBR Agro participou do 1º Cubo Agro Meetup, no último dia 21 de junho. A missão do Cubo Agro é Transformar a América do Sul através
do fomento ao empreendedorismo tecnológico para resolver os desafios do agronegócio na região.

O evento contou com diversos agentes de relevância para o cenário de inovação no agronegócio. Além da condução do Cubo, Octaciano Neto, do EloGroup e que já foi Secretário de Estado de Agricultura do Espírito Santo, realizou uma apresentação com o tema "Transformação digital no agronegócio".

Na foto, temos o cofundador da IMBR Agro, Filipe, e o Diretor Executivo da SNA, Leonardo Alvarenga.

Na última semana, entre os dias 21 e 22 de junho, ocorreu no Engenho Central de Piracicaba a primeira edição do SolloAgro Summit, evento promovido pelo Grupo de Extensão Sollo Agro, da Esalq/USP, que contou com a participação de aproximadamente 600 pessoas entre alunos e ex-alunos dos projetos e programas de capacitação do grupo SolloAgro, docentes e pesquisadores, produtores rurais e empresas ligadas ao setor do agro.

Na foto, um dos fundadores da IMBR Agro (Hernan) no stand da agtech.

Quem não gostaria de prever o futuro? Quem não se interessaria em saber exatamente o que vai acontecer para, dessa forma, traçar as melhores estratégias premeditadamente? Em outras palavras, quem não gostaria de se planejar com antecedência tendo certeza dos eventos que nos aguardam?

O ser humano convive com estas dúvidas desde os primórdios de sua existência e, para buscar algumas respostas, tem evoluído, e muito, no desenvolvimento de métricas e métodos aplicados à previsão de eventos. Mas sobre esta palavra, quase mágica, “previsão”, alguns adendos devem ser feitos.

Quem é a IMBR Agro e como sua proposta de valor modifica a forma como risco rural é gerenciado pelos players desse mercado?

A IMBR Agro foi convidada para escrever sobre o risco rural e a história da startup no Blog NewisCool.

Leia já, na íntegra, CLIQUE AQUI!

IMBR Agro participou da Missão Hungria

A IMBR Agro participou da Missão Hungria, que ocorreu entre os dias 09/05 até o dia 20/05, onde as startups participantes puderam se apreentar. A Missão proporpocionou insights multidiciplinares em importantes aspectos da internacionalização de qualquer empresa na Europa, com foco no mercado húngaro. O programa permitiu a startup entender como são os métodos e a preparação de uma empresa para uma estratégia de expansão.

A missão Hungria foi organizada e patrocionada pela Emabaixada do Brasil na Hungria e pelo Innovation Diplomacy Programme, em colaboraçã com a Startup Campus e a uGlobally.

No dia 12 de Maio (terça da semana passada) ocorreu o Cubo Open Day, um dia que o CUBO ficou de portas abertas para os membros da comunidade, inclusive para aqueles que não possuem cadeira fixa no prédio, em um ambiento onde é possível trabalhar de maneira colaborativa.

A IMBR Agro marcou presença, com o cofundador Filipe Scigliano Silva Pinto (esquerda) participando de todo o Cubo Open Day. Ao lado, está o Pedro Luiz Rego (direita) que trabalha com Startups & Comunidades no Cubo Itaú.

Além disso, o evento, que ocorreu na sede do CUBO, na Vila Olímpia em São Paulo, contou com diversas atrações o dia todo com Welcome Coffee, Founder to Founder e Talks - Fundraising pela manhã. Além disso, ocorreram outros eventos, como Challenge Day / Meetup, Ecossistema Brasil x Israel e Happy Hour no Rooftop na parte da tarde.

O Cubo Open Day foi um dia conexão e networking para a IMBR Agro e para todas as empresas ali presentes!

Na última terça-feira (07/06), aconteceu o Agenda Piracicaba. A IMBR Agro foi convidada e marcou presença mais um ano, com o cofundador Hernan Angulo representando a startup (centro). Também na foto, estão Sergio Barbosa (esquerda), Gerente da ESALQTec Incubadora Tecnológica, e Paulo Brasileiro (direita), Diretor do Grupo EP.

Em sua 4ª edição, a Agenda Piracicaba explorou transformações pós-pandemia e protagonismo humano. O evento, que tem como realização Oceano Azul , e é apresentando por Desenvolve SP e o Governo do Estado de São Paulo, contando com o apoio da EPTV, do g1 e da acidade on.

Na última semana, de 25 a 29 de Abril, ocorreu uma das maiores feiras agrícolas no mundo, a Agrishow - Feira de Tecnologia Agrícola em Ação, que reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.

Dois de nossos sócios, Filipe Scigliano Silva Pinto e Lucas Koren, marcaram presença no evento.

Nesta nova postagem da série de entrevistas que fizemos com pessoas que impactaram em nossa história, a IMBR Agro entrevistou a Prof.ª Dr.ª Catarina Barbosa Careta (CBC), professora do Departamento de Economia, Administração e Sociologia na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), atuando principalmente com os temas: (i) medição de desempenho logístico; (ii) desenvolvimento e implementação de tecnologias e sistemas de informação na logística de operações de serviços e no agronegócio; e (iii) inovação tecnológica e ambientes de inovação no agronegócio.

A entrevista foi conduzida por Hernan Angulo (HA), um dos founders da IMBR Agro.

 

HA: Prof.ª Catarina, em primeiro lugar, em nome do time da IMBR Agro, agradecemos a sua disponibilidade para essa entrevista. A primeira pergunta que gostaria de fazer é sobre uma de suas áreas de atuação: a inovação tecnológica para o agronegócio. Você é docente da ESALQ/USP, uma das melhores universidades de ciências agrárias do mundo, e recentemente tem atuado dentro do Centro de Inovação para Agricultura da Universidade, fruto de uma parceria internacional com universidades chinesas. Como que você enxerga o papel da ESALQ no fomento da inovação para o agronegócio brasileiro? Quais são os dois principais desafios que você destacaria dentro dessa papel da ESALQ?

 

CBC: Hernan, agradeço a oportunidade de interação com a IMBR Agro!

Me graduei pela Unesp, fiz minha pós-graduada pela Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo e já conhecia a história de grande relevância da ESALQ, como promotora do desenvolvimento da agricultura brasileira. Acompanhando mais de perto essa história nos últimos oito anos, como docente, não tenho receio em afirmar que a ESALQ não se furta de incluir em sua missão atual o fomento a inovação. Vale destacar que o principal ecossistema de inovação para a agricultura está localizado em Piracicaba e é fruto de iniciativas diretamente promovidas pela ESALQ.

Em minha opinião, a ESALQ está atenta as demandas do mercado e da sociedade na questão inovação e consciente de seu papel, realizando ações externas, vinculadas com os demais atores do ecossistema piracicabano e também internas como, por exemplo, a instituição de uma comissão em janeiro de 2022, que está promovendo um importante diagnóstico das necessidades e iniciativas de inovação e empreendedorismo do corpo docente e discente da Unidade.

 Entre os desafios vivenciados não só pela ESALQ, mas por todas as intuições de ensino e pesquisa que buscam fomentar a inovação, pode se destacar a necessidade de inclusão do conteúdo inovação e empreendedorismo nos cursos de graduação e programas de pós de maneira assertiva, por meio de atividades práticas e complementares e a “desburocratização” do processo de inovação na instituição pública, que desmotiva o corpo docente (em muitos momentos) em converter pesquisa em produtos e serviços tecnológicos.

 

HA: O Centro de Inovação para Agricultura lançou recentemente a segunda edição do programa “Acelera ESALQ/USP”, visando fomentar ações de inovação e empreendedorismo para o agro dentro do ecossistema universitário brasileiro. Qual é o maior desafio de um programa de aceleração voltado para um setor tão amplo e complexo como o agronegócio? Existe alguma dificuldade comum que você observou nas startups participantes das duas edições do programa?

 

CBC: O Programa Acelera deve ser visto como um primeiro passo para alunos de graduação e pós-graduação converterem ideias surgidas nas salas de aula, nos laboratórios, em projetos de produtos e serviços tecnológicos. O Programa se propõe a ofertar um processo de construção dos projetos permeado pelo contato com especialistas do ecossistema de inovação de Piracicaba.

Certamente o principal desafio é congregar em um programa conteúdo técnico e experiências que abarquem a riqueza de abordagens dos projetos que podem ser “cultivados” no agronegócio. Acompanho o fenômeno “empreendedorismo tecnológico” há alguns anos... em pesquisa temos a oportunidade de observar as características das healthtecs, fintecs... o principal diferencial das agtechs é a amplitude de tipos de tecnologia e ambientes de aplicação, que não estão restritas a hardware e software. Nesse contexto, temas como prototipagem e transferência de tecnologia precisam ser ajustados para o contexto agro.

Uma dificuldade comum e inicial entre as mais de 50 equipes participantes das duas edições do Programa Acelera ESALQ e buscamos atacar é o pouco contato ou a ausência de contato com o conteúdo de gestão de negócios. É importante destacar que grande parte desse público é da área de ciências agrárias e está tendo o primeiro contato com o conteúdo de empreendedorismo e gestão de negócios (finanças e marketing) durante o Programa. Ainda, observa-se que os participantes do Programa vivenciam um desafio comum nas agtechs, que é a dificuldade de conformação de equipes multidisciplinares, em especial de especialistas em desenvolvimento de sistemas de informação. Para mitigar essa dificuldade, o Programa incentiva a formação de equipes de IEs distintas (principalmente das áreas de computação e engenharia) e as inscrições individuais que são convertidas depois em equipes.

 

HA: Professora, outro tema com que você atua é o desenvolvimento e implementação de tecnologias e sistemas de informação na logística de operações de serviços e no agronegócio. Conectando esse interesse com o trabalho da IMBR Agro, que é justamente um sistema baseado em algoritmos de Big Data, Data Science e Analytics, como você vê o papel dessas tecnologias para a transformação do agronegócio?

 

CBC: Nessa questão tomo a liberdade para focar minha resposta em Tecnologias e Sistemas voltados para Informação e Comunicação, minha área de atuação.

Vivenciamos um momento na evolução do uso de tecnologias denominado de Indústria 4.0. Algumas das tecnologias referenciadas nesse momento, com Inteligência Artificial e Big Data, estão consolidadas em muitas cadeias produtivas. O grande avanço do “4.0” e o que diferencia essa fase das anteriores é a forma de interação de distintos dispositivos tecnológicos (Internet das Coisas) em ambientes de amplo uso de redes (computação em nuvens), tendo como objetivo a otimização de recursos. Nesse cenário, acredito que o agronegócio brasileiro vivenciará nos próximos anos a ampliação de iniciativas que visam a implementação das denominadas smart farms, processos produtivos “inteligentes”, automatizados e integrados a suas cadeias de suprimentos (por blockchains).

Ainda, considerando processos produtivos automatizados e o aumento expressivo de dados gerados, o que pode ser observado como vantagem, também pode ser um desafio para os gestores. O que fazer com tantos dados? Como tratar e analisar esse recurso organizacional de forma rápida? Em minha opinião, o principal mercado a ser ampliado e que poderá impactar positivamente diversas cadeias agroindustriais é o de tratamento e análise de dados com técnicas mais robustas e atuais de Inteligência Artificial e simulação, em especial de soluções que atendam as questões técnicas e de negócios em uma única interface.

 

HA: E por último, Professora, qual conselho você deixaria para um jovem empreendedor, ou uma nova startup, que está começando a trabalhar dentro do agronegócio brasileiro, pensando principalmente aqueles que ainda estão na universidade ou que sonham em empreender a partir da pesquisa?

 

CBC: Para aqueles que ainda estão na Universidade, o óbvio seria recomendar que “aprendam a programar”, pois essa é a hard skill mais demandada pelo mercado no momento e vital para aqueles que desejam adentrar o empreendedorismo tecnológico. Defendo que é importante não ter receio de conhecer e manipular ferramentas de TI, pois nem todas as técnicas podem ser incluídas em uma grade de disciplinas obrigatórias, contudo acredito que o mais importante é saber que nenhum conhecimento disruptivo é gerado e convertido em tecnologia sem o domínio de conceitos de científicos, de boas práticas apresentadas em sala de aula, então meu conselho é que não ignorem esse momento de suas formações, ele será vital para o sucesso no empreender.

Para aqueles que já empreendem, meu conselho é que se permitam observar oportunidades de pesquisa que apoiem o desenvolvimento de produtos e serviços para causas ainda pouco contempladas pelas agtechs, soluções que congreguem funcionalidades para análise e mitigação impactos econômicos, sociais e ambientais – as práticas de ESG. Ainda, que busquem contato com quem já empreendeu, ouvir experiências e criar uma boa rede de contatos são práticas importantes para o processo de inovação.

 

Para conhecer um pouco mais do trabalho da Prof.ª Catarina, você pode encontrá-la no LinkedIn ou no Departamento de Economia, Administração e Sociologia da ESALQ!

 

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