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A IMBR Agro traz sua inovação no nome: uma matriz, desenvolvida para a agricultura brasileira, que é capaz de entregar valor aos seus usuários e usuárias, ao apontar o real risco sistêmico atrelado a qualquer ativo rural espalhado por todo território nacional. De longe, esta tarefa não é fácil. Cada canto do nosso país possui uma história única, a qual, caso não for bem contada, trará problemas graves a toda uma cadeia.

Deixemos de lado a subjetividade e vamos a um exemplo prático. A realidade da produção de grãos de soja, bem como sua estratégia de comercialização, para uma propriedade situada em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul, está longe de ser, semelhante ao quê acontece com uma mesma propriedade de soja, em Campo Novo do Parecis (Mato Grosso). Mas, afinal de contas, qual é esta diferença? Além disso, é possível mensurar esta diferença?

Graças à IMBR Agro, a resposta é sim! Com base em sua tecnologia de avaliação de risco sistêmico, a IMBR Agro realiza uma avaliação histórica de qualquer talhão agrícola espalhado por todo o Brasil. Esta avaliação, para que seja, de fato, completa, considera aspectos que o produtor e a produtora rural não podem controlar em termos de oscilações e quebras, ou seja, a meteorologia e o mercado.

Ao entender a percepção agrometeorológica de um local e, depois, associá-la à realidade da formação local de preços à vista e preços futuros, a IMBR Agro estima o IMBR, uma nota de risco, para cada um dos talhões avaliados. Dessa forma, considerando a realidade, completamente distinta, de cada uma das regiões do país, a startup fornece um robusto indicador, permitindo comparações, classificações e, por fim, tomada de decisões seguras.

Apesar de o trabalho da IMBR Agro, assim como apontado até aqui, parecer uma ótima solução às empresas que se preocupam com a agricultura nacional, ainda existe mais valor na tecnologia de Big Data da startup!

Ao se trabalhar com a agricultura, tomadores e tomadoras de decisão se deparam com um ambiente vivo, especialmente, “dentro da porteira”. Em outras palavras, a interação entre semente, solo e planta é extremamente sutil, trazendo, a priori, uma ideia de ainda maior complexidade no que se refere à avaliação de risco sistêmico de produção. Como uma gestora de riscos rurais, a IMBR Agro jamais poderia negligenciar tal fator, portanto, além de entregar aos seus usuários e usuárias uma nota de risco para cada talhão e cultura de interesse, a startup permite que estes façam suas próprias simulações de risco, baseadas em: tipo de solo, ciclo do cultivar, data de semeadura e hedge* de venda!

A essência da IMBR Agro é a de uma startup gestora de riscos. Esta consideração é muito importante, porque, ao associá-la ao dia a dia de suas empresas parceiras, tem-se a combinação perfeita da entrega de valor. Para elucidar, vamos pensar juntos no exemplo a seguir.

Ao invés de dois municípios diferentes, assim como descrito, vamos pensar em uma carteira de 10.000 ativos de uma instituição do mercado financeiro, ou do mercado de capitais. Estes 10.000 ativos estão espalhados por toda extensão do território brasileiro e, não necessariamente, semearão na próxima safra uma mesma cultura.

Tendo esta carteira pronta, o próximo passo das instituições é simples: basta analisar cada um deles e, assim, os classificar para que o processo de tomada de decisão sobre o ativo, bem como sobre o preço dos produtos financeiros direcionados a ele, seja realizado com sucesso. Até aqui, tudo bem, o único problema é que são 10.000 ativos em locais diferentes, semeando culturas diferentes, podendo ocorrer cenários diferentes (solo, ciclo, semeadura e hedge). Agora, a história já fica um pouco mais complicada.

É sobre esta complexidade e volume da agricultura brasileira que a IMBR Agro construiu os seus pilares de uma startup gestora de riscos rurais sistêmicos. Seu objetivo é fornecer conhecimento, baseado em informações calculadas a partir de dados, para que instituições financeiras e do mercado de capitais consigam se blindar das quebras, protegendo locais mais deficitários, em termos de produção e venda, e atraindo locais com percepção menor de riscos.

Para se ter uma noção mais clara, ao se considerarem três diferentes cenários de data de semeadura, o tipo de solo do local, o cultivar semeado e a razão ótima de hedge (para cada local, de cada ativo), ter-se-ão três cenários para 10.000 ativos, ou seja, 30.000 diferentes avaliações de risco.

Com base nestas entradas, além da geolocalização dos ativos, a IMBR Agro retornará às empresas parceiras, por cenário: 1. o IMBR; 2. os dados de produtividade atingível de dez safras passadas associados ao cenário; 3. informações históricas de água armazenada no solo; e 4. os valores de quebra, que representam riscos associados ao mercado e à produtividade (conversão de dados agrometeorológicos). Tudo isso, em 5 segundos, entregues via API’s**, ou qualquer extensão de preferência.

Por fim, em pouco mais de um dia, a empresa conseguirá classificar 10.000 ativos de sua carteira, considerando três diferentes cenários de risco para cada um deles. Com esta agilidade de classificação, a empresa pode gerenciar melhor suas equipes para criar condições exclusivas para locais de produção, se diferenciando da concorrência e aumentando a sua carteira. Ademais, pela tomada de decisão estar lastreada em uma nota, entrega-se mais um componente de Governança aos processos internos da companhia.

A IMBR Agro te ajudará com o risco para que você feche mais negócios.

*Uma estratégia de hedge representa a quantidade da produção local que será comercializada mediante a contratos futuros e, não, à vista. Nas simulações que dão luz ao IMBR, a tomadora e o tomador de decisão podem montar a melhor estratégia de hedge que considerem para o local (entre 0% e 100%). Contudo, caso não o saibam, novamente, podem contar com a expertise da IMBR Agro ao utilizar a ‘Razão de Hedge’, ou seja, o percentual ótimo de hedge, minimizando oscilações de mercado ao local, calculado com base no histórico dos contratos futuros de maior liquidez e na formação à vista de preços nas praças mais próximas do local de interesse.

**API’s são aplicações que conectam sistemas e bancos de dados. O objetivo da IMBR Agro é a massificação personalizada da avaliação de riscos de carteiras rurais. Nesse sentido, as API’s são uma ótima escolha às instituições, já que permitem uma relação ‘Plug and Play’. Em outras palavras, a qualquer momento, em qualquer instância do sistema da instituição, as API’s da IMBR Agro podem entregar o valor desejado e esperado pela instituição parceira.

Na última quarta-feira (01/12), A IMBR agro apresentou no evento InterCoop da Corteva no Cubo!

O evento contou com representantes de 33 das maiores Cooperativas do Brasil. Foi uma honra para a IMBR Agro poder falar sobre a atuação de nossa startup e ainda apresentar 3 diferentes cases sobre como solucionamos dores de nossos clientes.

Gostaríamos de agradecer a Corteva e a todas as Cooperativas presentes pela oportunidade de participarmos do evento e todo network feito!

A IMBR Agro está preparando postagens especiais entrevistando diferentes pessoas que ou impactaram positivamente em nossa trajetória, ou possuem uma experiência interessante dentro do agronegócio e inovação. Para a postagem de hoje, a IMBR Agro entrevistou o Prof. Dr. Marcos Fava Neves (MFN), que nos aconselhou em diferentes oportunidades ainda quando estávamos começando nossa jornada como empreendedores e montávamos nossos primeiros protótipos de MVP.

O Prof. Marcos é especialista, com experiência internacional, em planejamento estratégico para o agronegócio. Atualmente, é docente da FEA-RP/USP e da EAESP/FGV, além de ser analista econômico e conselheiro estratégico de diferentes empresas e instituições que atuam no agronegócio. Também é reconhecido por seu trabalho como “Doutor Agro”, onde cria diferentes conteúdos falando sobre os elos do agronegócio nas redes sociais.

A entrevista foi conduzida por Hernan Angulo (HA), um dos founders da IMBR Agro.

 

HA: Professor, além de toda sua experiência estudando e pesquisando o agronegócio mundial, o senhor também atua como analista, pesquisador e conselheiro estratégico de empresas e instituições no Brasil e no mundo. Com a sua percepção e participação dentro de um setor tão importante para o nosso país, como que você avalia os movimentos de inovação tecnológica no Agro brasileiro? Você acredita que o nosso país está se posicionando como um dos líderes mundiais da inovação da mesma forma como se tornou um dos líderes da produção mundial de alimentos?

 

MFN: Sem dúvida nenhuma o Brasil, no agro, é um celeiro de inovação em diversas áreas, tanto em startups, quanto na questão genética, ou até nas questões administrativas e estratégicas. Por esse setor ser extremamente importante no Brasil, temos um conjunto grande de talentos e cérebros, e se percebe muitas inovações do agro sendo criadas aqui.

Esse é um ponto que eu tenho ficado surpreso de ver: a geração de novas empresas de tecnologia; fazendas brasileiras que são muito mais tecnológicas e têm gestão muito superior às fazendas do meio-oeste dos Estados Unidos ou da Europa – o que não era a realidade há 10 ou 15 anos atrás.

Além disso, nossa juventude enxerga o agro como algo moderno, algo relevante, o que eu não vejo como fato nos Estados Unidos e na Europa, o que faz com que as pesquisas, as universidades, os centros de inovação, os alunos de graduação ou pós-graduação, ou seja, todo mundo está buscando fazer inovações para o agro. Então, dessa maneira, eu acredito que sim, nos estamos entre os principais, se já não estivermos liderando, o grupo dos países que mais gera inovação para o setor.

 

HA: Quais são os dois principais gargalos que você acredita que travam a disseminação de novas tecnologias no campo brasileiro hoje? Por quê? E você acredita que esses gargalos serão resolvidos ou se manterão persistentes daqui 10 anos, como são hoje?

 

MFN: Eu diria que muitas vezes os gargalos estão ligados, primeiro, à complexidade da nova tecnologia – senão ela conseguiria avançar de maneira muito mais rápida; e o segundo ponto estaria ligado ao comportamento do produtor, que ainda em muitos casos é um comportamento avesso à inovação, avesso àquilo que ele não conhece bem, e tentando repetir o que sempre fez – mesmo que de maneira bem-feita – ignorando as questões das inovações que estão sendo colocadas no mercado. Então eu diria que são a complexidade e a falta de vontade que muitas vezes evitam e travam uma disseminação mais rápida de novas tecnologias.

Esses gargalos serão resolvidos, até porque quem não quiser inovar vai ficar de fora. Daqui 10 anos eles estarão muito melhores do que hoje, e até ressaltando o grande papel do cooperativismo e do associativismo para fazer essas tecnologias chegarem de maneira muito simples para os produtores usarem, e até mesmo criando essas tecnologias para, e com, os produtores.

 

HA: Recentemente o senhor lançou em seu canal do Youtube um vídeo (clique aqui para assisti-lo) onde elencou 10 tecnologias que o senhor considera que serão as mais impactantes para o agro nos próximos anos. Uma das grandes dificuldades que o nosso agronegócio enfrenta está no acesso e disponibilização de recursos financeiros para o campo, por exemplo, em linhas de financiamento, crédito e seguro rural, apesar até do considerável auxílio do governo com subsídios a esses instrumentos.

Pensando na solução da IMBR Agro, utilizando Big Data para analisar e gerir os riscos sistêmicos da agricultura com o tratamento de dados agrometeorológicos e mercadológicos, e nas outras tecnologias que você elencou em seu vídeo, como você enxerga o impacto dessas inovações para o financiamento da atividade rural?

 

MFN: A tecnologia e a solução da IMBR Agro são muito legais, conheço já há bastante tempo, e o uso dos dados agrometeorológicos e mercadológicos para identificar e gerir riscos é extremamente importante porque o crédito, por exemplo, está muito ligado à questão do risco. Se você consegue medir, antecipar e mitigar os riscos, a disponibilidade de crédito ficará maior.

Esses pontos são muito importantes hoje para que você consiga tomar ações preventivas, porque assim como as atividades agrícolas se tornaram mais complexas, os riscos também aumentaram em complexidade, então os custos [de transação das operações] também ficam mais altos. Então é preciso estar atento a todas as variáveis possíveis dentro da atividade agrícola para que o setor possa tomar as melhores decisões.

 

HA: E por último, professor, em suas redes sociais você sempre expõe diversas oportunidades para profissionais e empresas do agro estarem ligadas, e está sempre se envolvendo em eventos e discussões sobre o estado da arte do agronegócio mundial. Qual conselho você deixaria para um jovem empreendedor, ou uma nova startup, que está começando a trabalhar dentro do agronegócio brasileiro, que você gostaria de ter ouvido no começo de sua carreira?

 

MFN: Para os jovens empreendedores e para as startups que estão sendo criadas, o mais importante é sempre ser orientado pela demanda, sempre ser orientado para resolver problemas. Para isso, é interessante você desenhar toda a jornada do produtor, a jornada das cadeias do agro, e olhar onde que existem ineficiências que poderiam ser resolvidas com uma inovação, com um pensamento científico, com algo que traga realmente uma solução.

Então tem que ser baseado em solução de problemas, orientado pela demanda. Esse é um ponto muito importante para quem quer empreender hoje: olhar bem a demanda [do elo do mercado] e entender o que o mercado está de fato precisando para construir valor, e para construir margem para o usuário da inovação, da tecnologia e do próprio serviço, do consultor, do professor, do profissional.

Então eu vejo que tem três mensagens muito importantes aqui: a primeira mensagem é que nós temos que fazer o que o mercado está precisando, e não aquilo que nós sabemos fazer e achamos ou pressupomos que o mercado quer, ou seja, a orientados pela demanda; a segunda mensagem muito importante é que nós temos que construir margem, nós temos que construir valor para quem está usando os produtos, os serviços, as soluções que estão sendo ofertadas. Quem constrói valor para os outros permanece e cresce na atividade; e a terceira é sempre que possível criar oportunidades para as pessoas. Isso é o que define como você será lembrado!

 

Para conhecer um pouco mais do trabalho do Prof. Dr. Marcos Fava Neves, você pode encontrá-lo nas redes sociais (como no LinkedIn, Instagram ou no YouTube), ou acessando o site do Doutor Agro.

 

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Em fevereiro desse ano, a IMBR Agro foi colocar o nosso índice (o IMBR) na prática e visitamos Fazendas em Pardinho (SP).
Dois de nossos Cofundadores, Hernan e Lucas, fizeram a visita presencial. Foi um dia de muito aprendizado para a IMBR Agro!

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